Banco Vermelho mobiliza comunidade da UFPA contra violência de gênero
A Universidade Federal do Pará realizou nesta terça-feira (7), uma mobilização multicampi contra a violência de gênero por meio da ação Banco Vermelho, iniciativa que busca sensibilizar a comunidade acadêmica e a sociedade sobre o enfrentamento ao feminicídio. A atividade integrou diferentes campi da instituição e reuniu gestores, estudantes e servidores em torno de uma pauta urgente e estrutural, reforçando o papel das universidades públicas na promoção de direitos e no combate às desigualdades.
A ação do Banco Vermelho é um movimento simbólico e educativo que tem se expandido em diversas instituições de ensino superior no país. Ao instalar bancos vermelhos em espaços de circulação, a proposta chama atenção para a violência letal contra mulheres e provoca reflexão coletiva. Na UFPA, a iniciativa foi articulada como parte de um esforço mais amplo de enfrentamento à violência de gênero, envolvendo ações institucionais e parcerias.
Durante a mobilização, o reitor da UFPA destacou a importância de a universidade assumir uma postura ativa diante do problema, reforçando o compromisso institucional com políticas de equidade e proteção às mulheres. “Mais do que um símbolo, o Banco Vermelho representa histórias interrompidas e nos convoca a agir coletivamente para transformar essa realidade. A cor vermelha faz menção ao sangue das mulheres derramado cotidianamente e funciona como um alerta pela vida. Não podemos naturalizar gestos violentos e de desrespeito, e nós, homens, precisamos ser aliados nesta luta”, destacou Gilmar Pereira da Silva, reitor da UFPA.
A vice-reitora, Loiane Prado Verbicaro. também enfatizou a necessidade de articulação entre diferentes setores e instituições para enfrentar o problema de forma efetiva. “Porque esse é um problema estrutural, é um problema arraigado, é um problema histórico e nós só conseguimos pensar nos articulando com todas as instituições”, destacou.
Enfrentamento - O momento contou ainda com a participação da Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (DIVERSE), que tem atuado na promoção de estratégias institucionais de enfrentamento às violências. Para a coordenadora de validação da DIVERSE, Roseane Pinto, o posicionamento da universidade precisa ir além da não violência. “A nossa instituição está levando a sério isso, junto com as outras instituições federais de ensino superior, para a gente dizer para a nossa comunidade que é preciso não só não ser violento, mas ter uma posição crítica, de enfrentamento, combativa, tolerância a zero às violências, tolerância a zero à morte de mulheres pelo simples fato de serem mulheres.”
Ela também destacou a importância de considerar as múltiplas realidades das mulheres. “Mulheres negras, indígenas, com deficiência, mulheres trans - todas as mulheres nas suas singularidades. Que nenhuma das mulheres mais sejam mortas pelo fato de serem mulheres.” A mobilização reforça o papel da universidade como espaço de formação crítica e de atuação concreta diante de problemas sociais históricos, apontando para a necessidade de continuidade e ampliação de ações como essa.
*com informações da Ascom UFPA
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