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Oficina na UFPA debate enfrentamento ao feminicídio

  • Published: Wednesday, 04 March 2026 16:50
  • Last Updated: Thursday, 05 March 2026 11:18

Na última sexta-feira, 27 de fevereiro, a Universidade Federal do Pará, por meio da Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (DIVERSE), promoveu uma oficina formativa, alinhada ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, coordenado pelo Ministério das Mulheres.

A abertura contou com a presença da pró-reitora de Ensino de Graduação, Maria Lucilena Gonzaga, representando a reitoria da UFPA. “Esta é uma instituição que se propõe a ser cultural, plural e democrática, comprometida com o respeito à equidade de gênero”, destacou a pró-reitora.

Lucilena lembrou que este é um tema urgente e que exige compreensão histórica e social. “Embora haja maior visibilidade e registro dos casos, os índices continuam alarmantes. Por isso, precisamos fortalecer as políticas públicas e a Universidade tem um papel fundamental nesse processo, por meio de projetos, oficinas e diferentes formas de enfrentamento à violência de gênero”, pontuou Gonzaga.

O encontro foi aberto à comunidade interna e externa e com transmissão on-line pelo canal do YouTube da UFPA. “Essa é uma atividade importante da Universidade e demonstra o empenho da instituição com uma causa que é comum à toda a sociedade”, enfatizou a professora Milene Lauande (DIVERSE/UFPA). Segundo ela, a iniciativa faz parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado em fevereiro de 2026, que se destaca como ação interinstitucional e reúne os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) no sentido de combater a violência de gênero.

 

 

 

A oficina foi ministrada pela assistente social Terlúcia Maria da Silva, diretora de Proteção de Direitos, do Ministério das Mulheres. “Fico muito feliz de estar aqui. O Ministério das Mulheres está totalmente disponível para construir projetos coletivos com a universidade. Trabalhamos de forma articulada, buscando descentralizar ações, ouvir os territórios e fortalecer parcerias. Podemos dialogar sobre propostas concretas, construir estratégias conjuntas e buscar caminhos viáveis para implementação”, afirmou Terlúcia.

Ações da UFPA – Também presente no encontro, a presidente da Comissão Permanente de Processos Administrativos disciplinares da UFPA, Daniele Dorotéia, frisou ações importantes da UFPA, como o recebimento e apuração de denúncias e apoio institucional às mulheres.

“Dentro dessa política institucional e desse movimento mais amplo, a UFPA se compromete com os processos formativos, mas também com ações concretas de combate à violência. Isso inclui a abertura de processos administrativos para apuração de casos, buscando compreender quais são as principais dificuldades enfrentadas e como podemos agir de forma mais eficaz”, destacou. Segundo ela, o trabalho é fundamental para a reflexão sobre quais ações precisam ser fortalecidas, ampliadas e debatidas. “Mais do que discutir, é necessário transformar o debate em ações concretas, garantindo o respeito aos direitos das mulheres não apenas dentro da Universidade. Como somos uma instituição formadora, nosso papel também é influenciar e contribuir com toda a sociedade paraense, levando essa responsabilidade para além dos muros da instituição”, defendeu.

A presidente da Comissão Permanente de Processos Administrativos Disciplinares salientou que a Universidade conta ainda com programas relevantes, como o “UFPA Território de Acolhimento e Integração” e também o “Programa Respeito”, vinculado à Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (Progep), com ações desenvolvidas por diferentes institutos, além da própria Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (DIVERSE).

“Essas iniciativas buscam acolher e orientar. Não se trata apenas de uma escuta especializada, mas de saber como encaminhar corretamente cada situação. É essencial orientar as mulheres sobre seus direitos, indicar os caminhos institucionais e externos adequados e garantir que elas se sintam fortalecidas para seguir na busca por justiça”, explicou Dorotéia.

“O objetivo é que elas não se sintam diminuídas diante das opressões, mas fortalecidas para o enfrentamento necessário e que outras meninas e mulheres não venham a passar pelas mesmas situações”, concluiu.

 

Veja mais fotos no álbum do evento

 

TEXTO: Ana Teresa Brasil - Movimento Ciência e Vozes da Amazônia (UFPA)

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