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UFPA divulga resultado do PSE IQ 2026

  • Published: Tuesday, 20 January 2026 13:22
  • Last Updated: Friday, 23 January 2026 13:36

 

A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou, na última segunda-feira, 19 de janeiro, o listão de aprovados do Processo Seletivo Especial Indígena e Quilombola (PSE IQ) 2026. O resultado marca o início de um período de celebração e expectativa para centenas de estudantes e suas comunidades, reafirmando o papel das políticas afirmativas no acesso ao ensino superior na Amazônia.

A divulgação ocorreu durante cerimônia no campus Guamá, em Belém, com a presença do reitor Gilmar Pereira da Silva, da vice-reitora Loiane Prado Verbicaro, além de gestores e lideranças estudantis.  

Nesta edição, a UFPA ofertou 760 vagas, distribuídas igualmente entre indígenas e quilombolas, e contabilizou 2.297 inscritos. Ao final do processo seletivo específico, 423 vagas foram preenchidas, sendo 380 destinadas a candidatos quilombolas e 96 a candidatos indígenas.

Para o reitor Gilmar Pereira da Silva, “este processo tem um peso profundamente político e social. Ele afirma que a universidade pública precisa reconhecer as desigualdades históricas e agir para transformá-las. Garantir o acesso de indígenas e quilombolas ao ensino superior é fortalecer territórios, culturas e projetos de futuro para a Amazônia”, destacou.

A vice-reitora Loiane Prado Verbicaro reforçou que a política afirmativa integra o projeto institucional da universidade. “O Processo Seletivo Indígena e Quilombola não é uma ação isolada. Ele dialoga com a permanência estudantil, com a assistência, com o respeito às identidades e com a construção de uma universidade que represente o Brasil real, diverso e desigual. É uma escolha política da UFPA estar ao lado desses povos”, afirmou.

Entre os candidatos indígenas, a maior demanda se concentrou em cursos das áreas da saúde, das ciências sociais aplicadas e das ciências agrárias, com destaque para Medicina (campi de Altamira e Belém), Enfermagem, Educação Física, Administração, Odontologia, Fisioterapia, Direito, Biomedicina e Agronomia. A oferta de Agronomia vinculada ao campus de Altamira, com funcionamento em Uruará, evidenciou a articulação entre formação acadêmica e desenvolvimento regional.

Já entre os candidatos quilombolas, a procura também se concentrou em cursos considerados estratégicos para o fortalecimento das comunidades, como Educação Física, Fisioterapia, Medicina, Psicologia, Enfermagem, Pedagogia, Agronomia, Administração, Terapia Ocupacional e Ciências Naturais. Parte significativa dessas vagas está vinculada ao campus de Cametá, com atividades acadêmicas realizadas também no polo de Baião, reforçando a política multicampi da UFPA.

 

Celebração - Representando as lideranças estudantis, o coordenador da Associação dos Discentes Quilombolas da UFPA, Gustavo Cardoso, destacou que os territórios quilombolas se alegram com o ingresso dos seus “porque o sonho do nosso povo dentro do território é um sonho coletivo, não é um sonho individual”. 

Já o diretor da Associação dos Povos Indígenas Estudantes da UFPA, Joxanti Gavião, ressaltou: “É motivo de muita alegria a gente estar ocupando ainda mais esse espaço”, disse, afirmando ainda que quilombolas e indígenas são os que mais lutam para ocupar o espaço universitário. 

Avanços - No balanço do processo, a professora Isabel Cabral, da Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (DIVERSE), apontou avanços em todas as etapas e atribuiu as melhorias à provocação dos grupos indígenas e quilombolas e ao acolhimento das ideias pela gestão, além de parabenizar o Centro de Processos Seletivos (CEPS) pela inovação do programa que auxilia nas entrevistas, deixando tudo registrado no sistema.

“Isso trouxe mais transparência e mais tranquilidade para os candidatos construírem os seus recursos e saberem onde precisam melhorar”, destacou. Ela complementou ao dizer que é preciso avançar na modificação dos projetos pedagógicos “de modo a realmente incluir conhecimentos e autores indígenas e quilombolas para que o conhecimento produzido por esses grupos passe a fazer parte do conteúdo ministrado nos cursos de graduação", pontuou.

*com informações da Ascom UFPA

 

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